Estou ajudando mesmo?

Estou ajudando mesmo?

Novembro 26, 2018 0 Por Leticia Melo

Quando nos dispomos a ajudar alguém, é importante algumas reflexões: Até que ponto estamos ajudando mesmo, ou começamos a prejudicar a pessoa? A pessoa realmente precisa da ajuda que nos propomos a fazer?

Vamos pegar como exemplo, uma pessoa com uma deficiência física. Não tem um braço, por nascença ou acidente. Então nos propomos a ajudar a pessoa, e damos tudo para ela. Comida pronta, roupas lavadas e passadas. Algumas pessoas podem chegar a até dar banho na pessoa, entregar tudo pronto na mão dela.

Será que a pessoa precisa mesmo de toda essa ajuda? Ela não tem um dos braços, mas todo o resto do corpo está intacto. E também o cérebro. Ela pode conseguir fazer praticamente todas as atividades do dia a dia, talvez com algum esforço, mas consegue.

E ao fazermos pela pessoa o que ela pode fazer, tiramos dela a oportunidade de se desenvolver, de continuar se sentindo útil.

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Até mesmo uma pessoa com mais deficiências, pode fazer diversas tarefas. Vejamos os exemplos de pessoas com deficiências diversas, que tem empregos. Desde deficiências físicas até mentais. Que moram sozinhas, conseguem fazer suas atividades diárias a tal ponto que não precisam morar com outra pessoa. Existem exemplos de pessoas com todos os tipos de deficiências sendo independentes.

Logicamente, algumas tarefas elas não vão conseguir desenvolver, ou até conseguem, mas não com a mesma desenvoltura de uma pessoa sem deficiência, mas isso não impede que elas façam tudo que podem fazer.

Onde pecamos pelo excesso de ajuda

Impedimos uma pessoa de se desenvolver, quando fazemos por ela, o que ela poderia fazer. E isso não é apenas com pessoas com algum tipo de deficiência. Muitas vezes, com a intenção de ajudar, fazemos por qualquer pessoa o que ela poderia fazer por ela mesma. E com isso contribuímos para que a pessoa não se desenvolva, ou fique na zona de conforto.

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Muitas vezes uma pessoa te pede uma ajuda em algo que ela pode fazer sozinha. Ajudar alguém nessa situação, seria alimentar sua zona de conforto. É preciso que a zona de conforto se torne desconfortável o suficiente para que a pessoa saia dela. É preciso doer para a pessoa agir. E se alguém, com a melhor das intenções, faz algo para que a pessoa não sofra, faz algo para a dor dela passar, está colaborando para que a pessoa continue se prejudicando, atrapalhando sua evolução.

Onde pecamos pela falta de ajuda

Podemos tanto pecar no excesso de ajuda, quanto não ajudar o quanto poderíamos. Muitas vezes fazemos uma caridade a alguém, e achamos que é suficiente. Damos uma esmola, uma comida, uma roupa, e achamos que basta. Mas em alguns casos, poderíamos fazer mais, poderíamos dar algo que contribuísse para que a pessoa não precisasse mais pedir ajuda.

Não estou sugerindo aqui, que não devemos dar esmola a alguém, ou uma comida, roupa ou sapato a um morador de rua. E sim, propondo uma meditação sobre o que é ajudar. Se podemos fazer mais, se pudermos dar a ela mais condições de ter uma vida digna, e conseguir por meios próprios sua comida, sua roupa, seu sustento, e não o fazemos, estamos omitindo ajuda.

Em alguns casos, pode acontecer da pessoa não querer a ajuda que você está propondo a ela. Por exemplo, se você oferecer emprego a alguém, pode ser que a pessoa não queira trabalhar. Para ela é mais fácil pedir dinheiro na rua. Mais uma prova de que a pessoa está na zona de conforto.

Será que as pessoas realmente sabem o que precisam?

O ser humano tem uma programação para buscar o prazer e evitar a dor. E buscamos tanto evitar a nossa dor quanto a das pessoas que amamos. E é aí que podemos prejudicar a pessoa, ao invés de ajudá-la. Quanto ajudamos a pessoa, para que a dor dela passe. E também quando pedimos ajuda para algo que podemos fazer, mas não queremos, porque estamos na zona de conforto.

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É a dor que provoca o desenvolvimento, em todas as áreas da vida. É a dor que nos faz agir, que nos faz sair da zona de conforto e fazermos o que for preciso para ter a vida que queremos. Se ainda não estamos agindo, é porque não está doendo o suficiente.

 

Minha intenção com esse texto é propor estas reflexões, ao ajudarmos uma pessoa, e ao pedirmos ajuda. Será que vamos mesmo ajudar? Será que podemos fazer algo a mais para ajudar? Será que precisamos mesmo pedir ajuda?

 

 

Leticia Melo Administrator

Designer gráfico, Web Designer, artista, empresária, idealizadora do blog minhamelhorversão.org. Sagitariana, apaixonada por viagens, aventuras e animais. Escritora nas horas vagas

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