Meditação e maternidade

Meditação e maternidade

Julho 17, 2018 0 Por Patricia Carvalho

Ah desculpa, se você esperava que esse fosse um artigo sobre como a meditação pode ajudar com a maternidade com dados e pesquisas sobre o assunto, sinto muito. Até posso acrescentar algo do tipo como… Muitos são os motivos que podem te levar a querer iniciar esta prática cujo os benefícios estão cada vez mais sendo amplamente divulgados. Como melhorar a criatividade. Visualização de metas. Estabelecer conexão espiritual. Bem como, a meditação é definitivamente um dos principais hábitos das pessoas que conseguiram realizar suas metas de vida e obtiveram sucesso.

Contudo este artigo está mais para como faço para meditar sendo mãe de um menino de 7 anos. É isso mesmo, nós mães também meditamos e acredite não é tarefa fácil. Ou não era até eu me adaptar a esta condição.

Você também pode estar pensando: “Ah mas isso não deve te impedir, afinal, toda mãe moderna, sabe que deve buscar um tempo para si mesma”. E isso bem é verdade, mas não é assim tão praticável, como toda a mãe moderna também sabe.

Filhos exigem muito de nós. E não estou reclamando, o meu é a minha melhor parte. Mas ás vezes, ou melhor, sempre, temos que nos adaptar a maternidade com muito jeitinho.

Como eu medito

Recentemente comecei a prática da meditação, entre outras práticas, e tempo é um ponto a ser trabalhado com certeza. Sendo o meu pequeno muito apegado e junto a isso soma-se aquele radar infantil que sabe exatamente quando te procurar nos momentos em que você mais precisa de um tempo em paz, de individualidade, de privacidade. Como quando você está no telefone e eles resolvem contar toda a história de como o dinossauro do bem venceu o do mal. Ou quando você precisa fazer o número dois e eles não saem da porta pedindo algo que poderia esperar mais alguns minutos. Pois bem, meus momentos de meditação estavam sendo assim, tomados por interrupções constantes. E por mais que possam parecer necessárias para os nossos pequenos, que tanto querem chamar nossa atenção, poderiam esperar cinco minutinhos para nós.

Quando ele era bebê e dormia eu aproveitava. Aproveitava e dormia também, quando um pouco maior, não, isso não mudou, mas hoje com certeza durmo antes dele (rs). Ou seja o único tempo pra meditar que tenho, estou na companhia de um menino de 7 anos, que por enquanto, se recusa a me acompanhar nesta prática. Na verdade ele diz que jamais irá meditar mas ele também diz que nunca vai namorar então…não coloco minha fé em nenhum dos dois. Diante destas circunstancias, ou eu aprendia a me concentrar o máximo possível mesmo com ele ao meu lado jogando Minekraft ou meditar entraria para lista de coisas para realizar no próximo ano ou vida.

Descobri que não é o ideal, mas é possível e que como tudo acontece aqui dentro de mim. Ao me concentrar nessas condições, criei uma introspecção maior uma forma de me ligar, me conectar, com meu eu interior. Mais forte até do que se estivesse em um ambiente tranquilo.

Minha meditação acaba sendo curta, consigo fazer por 10 ou 15 minutos por dia, mas mais do que satisfatória, pois venço a barreiras da concentração com mais intensidade. Não digo que todas as mães deveriam seguir o meu modo. Se você consegue este tempo só para você, para se centrar e se conectar, além dos parabéns digo continue. Não desista dessa prática fabulosa que só traz benefícios para o físico, o mental e o espiritual. Mas digo que se como eu você tem alguns ‘pequenos obstáculos’, você também pode, apenas encontre seu jeito e seu ritmo.

A presença dele na verdade me traz mais paz. E sinto que mesmo que ele ‘nunca’ queira meditar eu acabo transmitindo essa paz de volta pra ele e nos conectamos de algum modo.

Para finalizar

O que quero dizer é, nada pode te impedir de chegar onde deseja. Ás vezes, o que seria impedimento se torna gratificação. Inclusive escrevo estás linhas com ele deitado no meu colo, quase dormindo. E a minha a inspiração vem dele. Escrever é outra prática que inclui um “mãeeeee vem aqui um minutinho”, mas tudo isso faz parte da maternidade e agora, ao menos para mim, também da meditação.

 

Formada em psicologia, o ser humano e seu poder de crescimento pessoal, emocional e espiritual me fascinam e me movem. Ler é uma paixão, já escrever é um “hobbyterapia” que descobri recentemente e espero poder continuar praticando em meu benefício e de quem mais eu puder auxiliar com minhas palavras.
Compartilhe esse blog: